Julia Olliver, a Pata de Chiquititas: "Chiquititas me trouxe amigos em quem confio"


O que acontece quando atores mirins se encontram para gravar uma novela repleta de cenas de música e dança? Acertou quem pensou em diversão. Para Julia Olliver, que interpreta a pequena Pata, em Chiquititas, do SBT/Alterosa, a amizade se tornou o ponto alto da interação entre a criançada que integra o elenco. “A gente apronta bastante fora de cena. Brincamos e jogamos vôlei com as almofadas”, confessa a garota.  No remake, Pata é uma ex-menina de rua acolhida no orfanato Raio de Luz após ser apreendida pela polícia. Sua ida para lá abre precedente para a entrada dos primeiros meninos da instituição: seu irmão Mosca (Gabriel Santana) e os amigos Binho (Guilherme Vieira) e Rafa (Filipe Cavalcante). “Para eles, a Pata é um menino também”, destaca a jovem atriz. A personagem é o primeiro papel de Julia na televisão, após uma maratona de testes que ela enfrentou para fazer trabalhos publicitários. Sua contratação mudou a vida de toda a família, moradora da Vila das Mercês (Zona Sul de São Paulo). “Minha mãe precisou abandonar a faculdade de pedagogia para me acompanhar”, explica.

O que Chiquititas trouxe de mais legal para a sua vida?
Ter amigos em quem eu confio. A gente apronta bastante fora de cena. Brincamos e jogamos vôlei com as almofadas... (risos). A gente se chama de “a salinha da bagunça”

Você tem um melhor amigo nos bastidores da novela?
Não, é todo mundo igual.

Você pretende continuar na carreira artística?
Sim, porque é algo que eu sempre quis desde pequenininha. Eu fazia publicidade antes de Chiquititas e falava para minha mãe: “Quero ser atriz”. Ela sempre dizia: “Ai, filha. Agora não dá, mas vamos ver”.

A Pata é o seu primeiro papel na televisão?
Sim. Eu consegui fazer um teste para uma novela no passado, mas eu era muito novinha e não sabia nem ler. Tive dificuldades, apesar de querer muito. Decidimos, então, que era melhor deixar para fazer esses testes quando crescesse.

Como você chegou ao elenco de Chiquititas?
Vim ao SBT fazer um teste para Carrossel, mas não havia nenhuma personagem com o meu perfil. Aí, a produção pegou meu contato e viu que eu podia fazer a Pata. Eles me mandaram fazer um novo teste, e agora, estou aqui.

Como é conciliar os estudos com as gravações da novela?
Olhe, quando eu estou na escola, eu foco só nos estudos. Esqueço Chiquititas, SBT e tudo mais. Quando estou no SBT, esqueço as provas e lembro só das falas e da personagem.

Suas amigas ficaram felizes quando você conquistou o papel?
Elas ficaram muito animadas quando souberam que eu iria fazer Chiquititas, principalmente a minha melhor amiga da escola. Ela disse: “Julia, mas e agora para a gente sair?”. Eu respondi: “Ah, a gente se vira (risos)”.

Como é a sua relação com a sua mãe?
Nossa, ela é a minha melhor amiga. Sempre correu comigo, desde pequena, para todos os testes. Vivia dormindo em pé. Ela sempre me aconselha e são conselhos que eu vou levar para a vida inteira.

Ela ainda a acompanha?
Ela fazia faculdade de pedagogia. Aí, eu fui contratada e minha mãe largou o curso. Ela só poderia trancar a faculdade por seis meses, então, teve que desistir mesmo. Eu sei que ela fica um pouco triste com isso, mas também fica feliz por eu estar fazendo a novela.

Você tem irmãos?
Eu tenho dois irmãos: o Cauê, de 18 anos, e o Caio, de 16. O Caio arruma a minha pasta todos os dias. Já o Cauê eu vejo pouco. Ele trabalha de manhã e à tarde, e eu não o vejo à noite.

Mas eles ficaram animados em ver você na televisão?
Muito. Perguntam para eles: “Vocês são irmãos da Pata?”, e eles sempre respondem: “Somos irmãos da Julia, que faz a Pata” (risos).

Você teme comparações com a Aretha Oliveira, que fez a Pata na primeira versão de Chiquititas?
Não tenho medo, não. Eu cheguei a ver no (site) YouTube os vídeos da primeira novela, mas não foquei na Pata antiga. Quis colocar outras coisas nela para ficar mais legal, mais “hoje em dia”.

Você conversou com a Aretha sobre a personagem?
Eu a procurei no Facebook. Encontrei só uma página dela e curti, mas não deu certo de a gente se falar.

Fonte: Jornal Estado de Minas
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