Colunista elege lista de "curti" e o "não curti" da primeira semana de Chiquititas - SBT World

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22 de jul de 2013

Colunista elege lista de "curti" e o "não curti" da primeira semana de Chiquititas

A máxima de que criança adora cor, muita cor, é levada ao pé da letra por Chiquititas. O remake da trama de imenso sucesso dos anos 1990, no mesmo SBT, estreou na segunda (dia 15) com cenários, objetos cenógrafos e figurinos nos tons mais berrantes possíveis, acentuando a estrutura fantasiosa da adaptação. Esse “estilo arco-Íris Abravanel” (não resisti ao trocadilho infame) eleva também à potência máxima a cartilha bem sucedida de Carrossel, que a emissora mantém no ar até o dia 25: trama altamente infantil, mas com um pé fortíssimo no dramalhão. Se em Carrossel existia o preconceito racial, social, econômico e contra os gordos, Chiquititas fala sobre o abandono e a inveja, mostra a realidade das crianças de rua e investe em traumas de natureza emocional. O cardápio dramatúrgico, então, continua destinado às crianças, mas com atrativos também para os pais. E as generosas doses de romance certamente atrairão o público intermediário. Uma estratégia realmente muito bem elaborada. Novo sucesso à vista para o canal de Silvio Santos? É provável que sim, mas ainda é muito cedo para afirmar algo assim. Vamos ver o que o destino reserva paraChiquititas. Até lá confira o que Curti! e Não Curti! na novela:

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CURTI!
Meninas de talento: As sete internas do orfanato Raio de Luz são ótimas. Muito naturais, Cinthia Cruz (Cris), Lívia Inhudes (Vivi), Gabriella Saraivah (Tati) e Giulia Garcia (Ana) não exageram e, tirando um deslize ou outro, o rendimento geral é bastante satisfatório. Destaque para Giovanna Grigio, que carrega uma grande tristeza no olhar de Mili, e para Raissa Chaddad, maravilhosa como a metida Bia. A garota é excelente. Conseguiu demonstrar desde a primeira cena todo o pedantismo de sua personagem, sem prejudicá-la no enredo. Pelo menos por enquanto, a gente se irrita com o jeito metido de Bia, mas não consegue odiá-la. Mérito da talentosa atriz que humaniza sua desaforada órfã.

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Meninos de rua: Julia Oliver (Pata), Gabriel Santana (Mosca), Filipe Cavalcante (Rafa) e Gui Vieira (Binho) são outros belos acertos de Chiquititas. Muito expressiva, Julia construiu uma Pata cheia de personalidade, mas também com muita doçura, escondida sob a armadura de quem enfrentou muita barra pesada para conseguir sobreviver nas ruas. É claro que Chiquititas não vai fundo num tema pesado como esse, mas enfatiza a fome, a insegurança e a capacidade de superação que os pequenos sem teto enfrentam diariamente. Gabriel Santana é outro que merece uma atenção especial pela maturidade com que vem interpretando Mosca, o líder do grupo.

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Ótimos coadjuvantes: Ernestina é uma oportunidade para Carla Fioroni mostrar toda sua versatilidade. A zeladora do Raio de Luz tem cara e figurino de bruxa, mas por baixo de toda aquela marra está um coração que se derrete todo pelas Chiquititas. E a atriz ainda terá um desafio extra quando Matilde, a irmã gêmea má de Ernestina, entrar na trama. João Acaiabe (Chico), Pedro Lemos (Tobias), Amanda Acosta (Letícia), Roberto Frota (José Ricardo Almeida Campos), Lisandra Paredes (Maria Cecília) e Letícia Navas (Clarita) são outras bons coadjuvantes em ação.

Clipes: Fazer uma novela musical é sempre um desafio. Como introduzir clipes no meio de uma trama sem ficar artificial? Floribella (criação da argentina Cris Morena, a mesma de Chiquititas) fez isso muito bem durante suas duas temporadas (2005 e 2006), na Band. Mas Chiquititas não fica atrás. A cantoria entra em cena de forma muito natural e as músicas são ótimas e estão perfeitamente inseridas no enredo.

Histórias da Mili: Que sacada genial. Em busca de um público ainda mais jovem e lúdico, a equipe de Chiquititas criou desenhos animados fofíssimos para materializar as histórias que Mili conta para suas amiguinhas. Muito bem produzidos, os desenhos dão um charme todo especial para a novela e espero que sejam mantidos durante toda a temporada.

Simpática abertura: O SBT está dando um banho na Globo no que se refere às aberturas das novelas. A de Carrossel já era uma graça e a de Chiquititas também é muito simpática e criativa. Parabéns!

NÃO CURTI!
Cenário de papelão: Ainda não entendi se o cenário da fachada do orfanato Raio de Luz tem aquela aparência falsa porque foi mal feito mesmo ou se para dar a impressão de ser uma casa de bonecas. De qualquer forma ele foi muito mal sucedido porque parece ser feito de papelão. Não combina, inclusive, com os outros cenários da novela, que são muito bem elaborados.

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Veteranas canastronas: Fiquei super feliz quando soube que Liza Vieira (Sofia), Giovanna Gold (Carmem) e Virginia Nowicki (Eduarda) iriam retornar à telinha em Chiquititas. Acho bem legal quando atrizes veteranas que são jogadas no limbo são recrutadas para matarem a saudades dos seus fãs. Mas, Jesus, Maria, José… Antes tivessem deixado as três onde estavam. Liza está super artificial e parece que soletra cada palavra do seu texto, tirando a naturalidade de suas cenas. Virgínia já apela para o exagero, dando a impressão que ela está apostando todas as suas fichas nessa personagem para conseguir voltar às novelas de vez. Mas, amada, entenda que geralmente o menos é mais… Mas ninguém é pior do que Giovanna. Para que tantas caras e bocas, minha querida? Já percebemos que a Carmem é do mal, mas criança não é burra e as caretas de bruxa má do oeste que ela faz não convencem ninguém. Não curti mesmo!

Protagonistas fora do tom: Manuela do Monte (Carol) e Guilherme Boury (Júnior) são lindos e talentosos. Já provaram isso em outros personagens. E não é que estejam exatamente atuando mal, mas parecem estar fora do tom. Manuela tem uma voz forte e bonita, só que está aérea demais em cena, como se a Carol vivesse dopada. Guilherme tem cara de menino e o Júnior pede um ator com mais cara de homem feito. Sendo assim o discurso do personagem não orna muito com o visual do ator. Sem falar que Guilherme parece extremamente desconfortável com o figurino mais sóbrio do jovem e bem sucedido executivo. Mas tenho a impressão que é só uma questão de Manuela e Guilherme interiorizarem melhor seus personagens e acertarem os passos com a equipe de direção comandada por Reynaldo Boury. Confio nesse time.

Fonte: Jorge Brasil (Contigo Online)

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