Colunista diz que SBT adquiriu experiência com o sucesso de “Carrossel”

 
Carrossel”, a novela infantil do SBT que terminou nesta sexta (26/07), poderia muito bem ser definida como um “programa infantil em formato de novela”. Por mais de um ano no ar (14 meses), o SBT se esbaldou no sucesso da novelinha e no respaldo de seu público fiel, tirando o máximo de proveito desse sucesso. Uma divulgação pesada, antes da estreia e durante toda a exibição da novela, fez com que o elenco mirim participasse ativamente em vários programas da emissora.

Carrossel” fecha com uma média final de 12 pontos no Ibope da Grande São Paulo, um feito e tanto para o SBT, quem nem esperava dois dígitos quando a novela estreou em maio do ano passado. Como não bastasse ter roubado da Record o segundo lugar na audiência, “Carrossel” foi um produto para lá de rentável para o SBT, que faturou com venda de publicidade e centenas de produtos licenciados.

A explicação para tudo isso está na carência que o público infantil tinha de uma programação específica para ele no horário nobre da TV aberta brasileira. Um filão que o SBT ainda vai querer aproveitar muito, haja vista o espichamento que “Carrossel” sofreu, e a sua substituta, “Chiquititas”, nos mesmos moldes (adaptação de um texto latino, voltado para o público infantil, que já havia feito sucesso no Brasil).

Mas seria muita inocência achar que tudo aconteceu por acaso. O SBT sabia que tinha em mãos um bom trunfo quando lançou “Carrossel”. Divulgou eficientemente a sua novela e soube fazer bonito, apresentando um produto bem acabado, colorido, alegre, de caso pensando para agradar seu público alvo: a criançada. Mérito de Silvio Santos e sua esposa Íris Abravanel, a adaptadora nesta versão.

Como um programa infantil – que de fato é, ainda que em formato de telenovela – fica mais fácil não cobrar da produção algum compromisso com a realidade em termos de trama – ainda que a novela tenha tocado em assuntos relevantes, como o bullying. Muito menos dá para cobrar do elenco mirim atuações de gente grande – as falas declamadas continuam em “Chiquititas”, inclusive. Mesmo assim, vale destacar o carisma da maioria das crianças do elenco – não desmerecendo ninguém, mas em especial a duplinha Larissa Manoela e Jean Paulo Campos, a Maria Joaquina e o Cirilo da história.

Proposital ou não, a Professora Helena de Rosane Mulholand não dosou bem a personagem: de tão boazinha ficou insossa. Diferente da atriz mexicana da novela original (Gabriela Rivera), que fez uma Helena boa mas de personalidade marcante, que transmitia força e doçura ao mesmo tempo. Mas este foi apenas um detalhe, provavelmente despercebido pela criançada.

O bom disso tudo é que o SBT adquiriu experiência com “Carrossel” e já mostrou um avanço com “Chiquititas”. As crianças e os pais agradecem.

Fonte: Nilson Xavier (UOL)
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