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18 de jun de 2013

Jornalismo: Manifestantes invadem a Alerj e entram em confronto com a PM no Rio de Janeiro

Mais de 150 policiais do Batalhão de Choque entraram em confronto com um grupo de cerca de 300 manifestantes por volta das 23h30 desta segunda-feira após a invasão do prédio da Assembleia Legislativa do Rio. Ao menos, oito pessoas foram detidas.
A invasão da Alerj aconteceu por volta das 23h e durou alguns minutos, até a chegada da Tropa de Choque. Os policiais chegaram às 23h15 em vinte carros e um blindado, o chamado caveirão, e atiraram várias bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes, que correram em direção à Candelária.
O ato tinha começado pacificamente seis horas antes, reunindo 100 mil pessoas. Antes da invasão, um grupo de 80 policiais, sendo vinte deles feridos, chegou a ficar encurralado pelos manifestantes no prédio da Alerj.
Por volta das 22h30 policiais conseguiram entrar pelos fundos do prédio da Assembleia para resgatar os que estavam feridos.
Os atos violentos da passeata começaram por volta das 19h30, quando um grupo se dispersou dos que caminhavam em direção à Cinelândia e decidiu seguir para a Assembleia Legislativa, onde, na quinta (13) já tinha acontecido outro confronto.
Um carro de som que acompanhava o grupo anunciou: "Ocupamos o Congresso", referindo-se ao que acontecia em Brasília. A multidão então começou a gritar: "ocupa, ocupa, ocupa a Alerj" e "isso aqui vai virar um inferno".
O primeiro carro foi virado e incendiado. Os poucos policiais presentes foram acuados e se refugiaram dentro do prédio.

PROTESTO

A passeata tinha começado pouco depois das 17h, com os manifestantes gritando palavras de ordem como "Não é Turquia, não é a Grécia, é o Brasil saindo da inércia", "não tenho partido" e "abaixa a bandeira", em direção a militantes de partidos políticos com o PSTU e PSOL.
Das janelas dos prédios comerciais, pessoas jogavam papel picado e acenavam com panos brancos. Muitos manifestantes também vestiam branco e levavam flores. Muitas pessoas que saiam do trabalho se juntaram à multidão.
Ao longo da manifestação, ouviram-se palavras de ordem que iam desde reclamações contra o preço das passagens e xingamentos ao governador Sérgio Cabral à referências à Turquia.
A multidão gritava "se a passagem não baixar, o Rio vai parar" e "mãos ao alto, a passagem é um assalto".
Folha de São Paulo

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